| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Sphenisciformes |
| Família: | Spheniscidae |
| Bonaparte, 1831 | |
| Espécie: | E. chrysolophus |
O pinguim-de-testa-amarela é uma ave Sphenisciforme da família Spheniscidae.
Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom, bem; e dutës = mergulhador; e do (grego) khrusos = ouro, dourado; e lophos = crista; khrusolophus = com crista dourada. ⇒ Bom mergulhador com crista dourada.
Mede 70 – 71 cm, 5,5 a 6,0 kg. Cabeça e face pretas. Lados da cabeça providos de um tufo de penas cor de laranja que vão da nuca até a região frontal. Partes superiores e garganta pretas; partes inferiores e face inferiores das asas brancas. Bico marrom avermelhado com a íris avermelhada. Pés cor de rosa. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.
Alimenta-se principalmente de krill, mas come também outros crustáceos, lulas e pequenos peixes. Mergulha a profundidades entre 20 e 80 metros para caçar.
Nidifica em colônias em diversas ilhas subantárticas e na península antártica. São particularmente barulhentos em colônias ao estabelecer territórios e formação dos pares. O ninho em si é um arranhão superficial no solo que podem ser revestidas com alguns seixos, pedras, ou grama, ou aninhado em uma moita de tufos de grama. Põe 2 ovos, sendo que o primeiro ovo posto é muito menor que o segundo. Apenas o segundo ovo produz filhote. A incubação é dividida entre a fêmea e o macho e dura aproximadamente 33 a 37 dias. Ambos os adultos perdem 36-40% do seu peso corporal durante este período. A partir do momento em que o ovo é chocado, é o macho que cuida do filhote recém-eclodido. Durante 23 a 25 dias o macho protege o filhote e ajuda a mantê-lo aquecido, uma vez que apenas algumas de suas penas cresceram. A fêmea traz comida para o filhote a cada um ou dois dias. Quando eles não estão sendo protegidos pelos pinguins machos adultos, os filhotes formam creches para se aquecerem e ficarem protegidos. Em cerca de 60-70 dias adquirem a pelagem de adultos, e estão prontos para ir para o mar por conta própria.
Pelágico, seu habitat inclui a região subantártica. Depois da nidificação dispersam-se em seguida pelos mares do Sul, entre maio e setembro, pela costa da Argentina. Muda de penas uma vez ao ano, época em que fica em terra e não se alimenta, pois não entra no mar para procurar comida enquanto muda.
VA ( S ) ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Encontrado nas águas geladas subantárticas dos mares do sul ilhas circumpolares, onde nidifica. Habita desde o sul das Ilhas Shetland às Ilhas Kerguelen. Alcança acidentalmente o extremo sul do Rio Grande do Sul, arrastados por correntes oceânicas.
Status de conservação: VU ( IUCN ).